Labrador retriever

Os primeiros Labradores eram cães d’água que surgiram a partir dos antigos cães Terra-nova, e receberam este nome por serem nativos da região chamada Labrador. este canídeo teria chegado a Newfoundland, no Canadá, levado ou pelos portugueses ou pelos bascos, ou ainda pelos exploradores escandinavos. O cão Terra-nova não apenas deu origem ao Labrador como também inicialmente era chamado de Labrador. Os Terra-nova do começo de 1800 tinham diferentes tamanhos, sendo o menor deles, “Lezer” ou “Cão de Saint John”, a primeira encarnação do Labrador moderno. Esses últimos eram cães pretos, de tamanho médio e pêlo curto, e não apenas recolhiam caças abatidas, mas também peixes, puxando pequenos barcos de pesca nas águas geladas e ajudando os pescadores em todas as tarefas em que precisasse nadar.

Fonte Internet: foto labrador.

Ben of Hyde, 1899. O primeiro labrador amarelo registrado no mundo.

A raça acabou desaparecendo em sua terra natal, em grande parte por causa dos pesados impostos sobre cães. Porém, um grupo de cães Labradores havia sido levado à Inglaterra no começo de 1800, e foi a partir desses cães, cruzados com outros cães do tipo Retriever, que a raça ressurgiu. Foi também na Inglaterra que a raça ganhou reputação com um extraordinário buscador de caças. No começo, os criadores davam preferência aos Labradores pretos, e sacrificavam os de cores amarela ou chocolate. No começo de 1900, as outras cores começaram a ser aceitas, embora não tanto quanto a cor preta. A raça foi reconhecia pelo English Kennel Club em 1903, e pelo AKC em 1917. Sua popularidade cresceu sem parar. Ele se tornou a raça mais popular da América em 1991 e continua sendo até hoje, após conquistar em 2015, o título da AKC (American Kennel Club) pelo 25º ano consecutivo.[5]

Esta raça, em 1950, ainda era usada como trabalhadora rural, quando passou a ser considerada excelente para companhia, graças à sua personalidade juvenil, sua tolerância e sua necessidade de brincar. Em tempos mais modernos, passou ainda a ser utilizada como raça de busca e resgate em montanhas, e como guia de cegos, além de ser uma das mais utilizadas em terapias.[6]